A linda Buenos Aires, capital da Argentina, é uma cidade viva, cheia de boas energias e, muitas vezes, o local que recebe brasileiros que estão em sua primeira viagem internacional. Para a entrada de brasileiros no país não é necessário passaporte, basta a identidade recente (menos de 10 anos) e em perfeito estado de conservação. Além disso, o tempo de viagem é curto (3 horas de SP) e o custo das passagens não é tão alto, em torno de R$1200,00, valor menor do que viajar para o Nordeste do Brasil, por exemplo.
 
Estive em Buenos Aires em abril de 2012 e retornei no mês passado. Fiquei impressionada o quanto a Argentina melhorou em, praticamente, cinco anos. A melhoria é visível em tudo: transporte público, infraestrutura, segurança, número de pessoas mendigando etc. Foi muito bom ver que o país está superando a grande crise econômica.
 
IMG_20170120_104050004_HDR
 
Neste post darei dicas mais gerais e nos próximos falarei mais especificamente de cada bairro e dos lugares fantásticos que provamos da maravilhosa culinária local.
 
A língua
Para os que não falam espanhol não há com o que se preocupar. É possível se virar tranquilamente falando em português. Claro que tem umas palavrinhas do espanhol que se parecem com as do português e dão um sentido completamente diferente, mas nada que impeça a comunicação. Os maus entendimentos podem servir para gerar boas risadas depois. rs!
 
Aeroportos
Há dois aeroportos em Buenos Aires: Ezeiza e Aeroparque. O Ezeiza é melhor em infraestrutura, porém mais distante, cerca de 30 minutos do centro da cidade. O Aeroparque é menor e recebe voos do Brasil mais recentemente, porque antes funcionava somente para voos locais ou para o Uruguai, e fica cerca de 15 minutos do centro.
Pegar táxi no aeroporto é um grande problema, pois a chance de ganhar um golpe é alta. Mas, infelizmente, acaba sendo a alternativa para muitos turistas, mesmo sabendo disso. Na minha última viagem o táxi da ida, do Aeropoarque para o centro, ficou em 240 pesos e o da volta em 155, pois o taxista da ida deu uma volta enorme!! Ao chegar no hotel o valor do taxímetro era 174, mas ela cobrou o pedágio (ele passou proposital por um local mais longe e que tem pedágio) e falou que tinha o preço de cada mala, arredondando tudo para 240. Um absurdo, mas que não tem como discutir, infelizmente… Caso você queira fugir disso, pense na opção de pegar um ônibus no aeroporto ou reservar com antecedência um transporte com uma empresa específica, talvez compensa.
 
Câmbio
A moeda oficial da Argentina é o Peso Argentino. Apesar de ficarmos inseguros de viajar sem trocar o dinheiro, o que recomendo é deixar para trocar lá. Nos aeroportos de Buenos Aires, tanto o Ezeiza quanto o Aeroparque, há um posto de câmbio do Banco La Nación. Esse banco é de longe o que possui a melhor cotação. Em janeiro de 2017, o câmbio em Belo Horizonte estava 3,0 pesos por cada real, enquanto no Banco La Nación estava 5,60 pesos por cada real. Quase o dobro!! Em ambos os aeroportos tem uma casa de câmbio na saída do desembarque, então não tenha dúvidas, troque seu dinheiro lá. Você pode acessar também o site do banco antes e ver como está a cotação e comparar com a do Brasil.
No centro da Buenos Aires também há outras filiais do banco para caso necessite de trocas. Sugiro que não façam câmbio no comércio paralelo, pois há muito chance de receberem dinheiro falso. Fiquem atentos!
 
Transporte
Na minha última ida à Buenos Aires utilizei metrô, táxi, uber e cabify.

1) O metrô está muito melhor em relação ao que era 5 anos atrás. Além de rápido é muito barato andar de metrô. Você deve comprar um cartão no próprio metrô, chamado SUBE, e recarregar a quantidade de dinheiro que desejar. O SUBE custa 25,00 e cada bilhete custa 7,50 pesos.

2) O táxi utilizamos apenas para o transporte aeroporto-hotel e hotel-aeroporto. Como a fama de taxistas que dão golpe em turistas é muito grande e sabemos que levamos um golpe logo na chegada ao país, no transporte aeroporto-hotel, nós evitamos o uso durante nossa viagem.

3) O uber foi nossa primeira opção, mas um pouco traumática inicialmente. Hahaha. Pedimos um e o carro estava com um odor inexplicável. Nunca foi tão demorado voltar para o hotel. Depois utilizamos outras vezes e foi normal, mas até ter coragem de utilizar novamente optamos pelo cabify.

4) O cabify foi o que mais utilizamos no país. Os carros eram ótimos, os motoristas sempre estavam bem vestidos, eram simpáticos e davam ótimas dicas sobre a cidade. Um serviço muito superior!!! Ao conversar com um dos motoristas, ele nos contou que o cabify é um serviço regulamentado na cidade, enquanto o Uber não, que todos os motoristas passam por um treinamento e, caso as avaliações dos passageiros não sejam boas, eles podem perder a autorização de trabalho. Vale muito a pena o serviço e o preço é ainda um pouco mais barato que no Brasil.
 
Hotel
Hospedamos no Hotel Bristol, localizado na rua Cerrito 286, próximo ao Obeslico. Gostamos bastante da localização e da qualidade do hotel, além do preço ter sido bom também. Uma das maiores reclamações dos turistas em relação aos hotéis é que eles são muito antigos e com cheiro ruim devido ao uso de carpetes. Felizmente não tivemos nenhuma reclamação quanto a isso!
 
Essas são dicas gerais para quem pensa em visitar Buenos Aires. Nos próximos posts contarei mais coisinhas para quem deseja conhecer mais a cidade e organizar o seu roteiro!
Até lá!
Abraços,

Marina em 05/fev/2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.